Comparação e contrastes: O mundo conectado na Europa, Japão e EUA

A sociedade continuamente conectada de hoje está mudando muitos aspectos da vida cotidiana, mas a maioria dos entrevistados em nossa pesquisa “Privacidade e Segurança em Uma Vida Conectada“, em geral, não ficaram mais preocupados com a segurança de seus dados pessoais. Porém, alguns aspectos da maior conectividade tornaram os usuários pessoais mais hesitantes em todos os lugares. Violações de dados, compartilhamento de registros médicos e o aumento do uso de dispositivos móveis são uma preocupação global entre usuários de todo o mundo.

Mesmas preocupações, Causas diferentes

Apesar das similaridades gerais entre os usuários dos EUA, Japão e Europa, diferenças sociais e culturais impactam no modo como alguns aspectos da privacidade e segurança são percebidos. As preocupações gerais de privacidade podem ser a mesma, mas as causas e a forma e implicações tendem a oscilar entre as regiões.

Europa

Os usuário finais da Europa são geralmente mais cuidadosos com a privacidade e segurança do que os entrevistados de outras áreas.

  • A privacidade dos dados é importante em todas as regiões, mas é claramente mais significativa na Europa (68%) e no Japão (50%) do que nos EUA (46%)
  • 39% dos entrevistados estão cada vez mais preocupados com a vigilância dos governos, comparado a apenas 19 por cento dos EUA e 11 por cento dos japoneses
  • Os europeus são mais cuidadosos em trocar suas informações pessoais por dinheiro (42%), enquanto os entrevistados japoneses (60%) e os americanos (59%) estariam dispostos a vender essas informações
  • Os europeus concordam que eles têm controle sobre os dados que compartilharam com as empresas (43%), comparado a apenas 30 por cento dos japoneses e 22 por cento dos entrevistados dos EUA
  • 43% deles acreditam ter controle sobre seus dados mesmo que tenham sido compartilhados com outras empresas

Japão

As principais preocupações com a privacidade dos japoneses podem vir da cultura e história do país.

  • Embora em todas as regiões existam crescentes preocupações com a privacidade e com a mídia social, a preocupação é bem maior no Japão (63%) do que nos EUA (46%) ou na Europa (50%)
  • Apenas 38% dos entrevistados japoneses acreditam que têm a opção de escolha dos dados coletados ou compartilhados, em comparação com os EUA (49%) e a Europa (44%)
  • 21% acredita que seus dados são criptografados, oque é bem maior que a mesma crença na Europa (16%) e nos EUA (12%)
  • Poucas pessoas em todas as regiões sabem quem contatar a respeito de preocupações com a privacidade, mas o Japão tem o menor número (5%) comparado a Europa (10%) e aos Eua (9%)

EUA

As preocupações com a privacidade entre os entrevistados dos EUA podem ter sido impulsionadas pelo grande número de pessoas que foram vítimas de uma violação de dados.

  • 73% sofreu uma violação de dados nos últimos cinco anos, o que é significantemente maior do que o do Japão (55%) e da Europa (56%)
  • Todas as regiões estão cientes da quantidade de dados pessoais sendo compartilhados com outras entidades, como os EUA mostrando a maior preocupação (59%) seguido pela Europa (49%) e o Japão (40%)
  • Em seis de sete categorias, as informações pessoais são consideravelmente mais valiosas para os usuários dos EUA do que para os outros entrevistados. Por exemplo, os EUA dão um valor de $38 dólares para sua localização de GPS , comparado ao Japão ($5,1) e a Europa ($4,8)
  • Os EUA mostram a menor preocupação com a privacidade relacionada a smartphones e tablets (53%) comparado ao Japão (69%) e a Europa (66%)

Apesar das percepções das necessidades de segurança e privacidade variarem em todas as diferentes regiões, os usuários de todos os lugares concordam que esses são tópicos cada vez mais importantes. Apesar do tamanho das preocupações, a maioria das pessoas ainda não tem certeza de como se manter a salvo das ameaças de segurança cibernética. Educação e conscientização são fundamentais para capacitar os consumidores a assumirem o controle de seus dados e protegerem sua privacidade e segurança pessoal.

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Artigo publicado originalmente por Jon Clay em TrendLabs