Data center dedicado ou nuvem: como garantir a continuidade do negócio?

Atualmente, 80% das organizações do mundo adotam os recursos computacionais de nuvem, de acordo com a consultoria IDC. Este número reflete a maturidade da tecnologia e os diversos benefícios deste novo modelo de negócios. Negócios? Sim! Atualmente todas empresas são uma empresas de tecnologia: um banco é uma empresa de tecnologia que possui uma licença financeira.

Mas quando migrar para a nuvem?

Com a adaptação do mercado para o uso da nuvem como serviço, ou seja, quando se paga somente por aquilo que se consome, como a Netflix ou o Spotify, por exemplo, cria-se menos gastos e mais oportunidades para o negócio. Sem contar que a nuvem permite rápida migração para que não haja perda de ativos de uma companhia e a geração de novos custos.

Por isso se a sua empresa não possui ambientes com missão crítica, o mais indicado é fazer essa migração de uma só vez, evitando a mudança por fases. Isso porque esse tipo de escolha onera os custos e pode trazer uma série de contratempos na longa jornada.

Uma outra opção é o uso da núvem híbrida. A nuvem híbrida é uma combinação de recursos computacionais segregados entre o ambiente público (como Google, Azure, Amazon, entre outros) e privado (data centers próprios). Uma importante vantagem desse modelo é que eles funcionam de maneira independente e se conectam entre si quando necessário.

Cuidados antes de adotar a computação em núvem

É importante que a sua organização, antes de ir para a nuvem avalie corretamente e coloque na ponta do lápis:

  • Barreira de saída: quanto custará para a companhia caso tenha de sair da nuvem?
  • Custo de rede: qual o volume do tráfego de dados?
  • Despesas operacionais
  • Quantidade de aplicações
  • Custos extras que podem incorrer no caminho e a companhia deve arcar

Em adição a isso, a companhia precisa avaliar o desenvolvimento das aplicações, quem são os responsáveis e qual o nível de automação que a empresa de nuvem consegue entregar.

Plano de continuidade do negócio

Um estudo da AT&T constatou que 66% das empresas empregam ou consideram o uso de serviços de nuvem para reforçar suas estratégias de continuidade.

No que diz respeito à recuperação de desastre, o relatório da consultoria afirmou que 49% de empresas pretende aproveitar a computação de nuvem para armazenar dados. Isso porque a maior parte dos gestores está preocupada em adotar medias proativas de segurança. O estudo mostra que nove em cada 10 corporações já atuam nessa sinergia para mitigar riscos.
A ideia é que o plano de continuidade de negócios avalie de perto essas questões e o entendimento da cloud possa auxiliar nessa movimentação. A partir dessa estratégia, é possível definir quais os sistemas críticos para a sua empresa e o que é essencial para o seu negócio.

O fato é que há uma preocupação dos CIOs quanto à disponibilidade e ameaças que possam interromper os negócios. Por isso, esses executivos estão cada vez mais preocupados com a questão da continuidade para garantir que haja uma ampliação e modernização dos planos de recuperação de desastres.

É importante ressaltar que cada empresa possui uma necessidade específica e entre Data Center próprio e nuvem, então é preciso analisar a real condição física e financeira da organização. Optar por um serviço ou outro vai depender de como sua empresa pretende seguir com os negócios.

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