Hackers vazam informações pessoais de 30.000 funcionários do FBI e do DHS

Depois de ter ameaçado várias vezes publicar informações violadas, os hackers foram a mídia social para se gabar sobre um despejo de dados que expôs detalhes de 20.000 funcionários do Federal Bureau of Investigation (FBI), na última segunda-feira. Isso aconteceu logo depois da publicação cerca de um dia antes feita pelo mesmo grupo que publicou as informações de quase 10.000 funcionários do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (United States Department of Homeland Security ou DHS, em inglês).

Os hackers, no @DotGovs, disseram, “Informações do FBI e o DHS foram despejadas e era só isso que viemos fazer, então agora é hora de ir, tchau pessoal! #FreePalestine.” Antes desse recente despejo, no domingo, o grupo declarou com naturalidade em um tweet, “Bem pessoal, parece que o @TheJusticeDept finalmente percebeu que seu computador foi violado depois de uma semana”.

As informações divulgadas são compostas em grande parte por nomes, cargos, números de telefone e endereços de email. Essas informações roubadas foram garimpadas, segundo os hackers, acessando a Base de Dados do Departamento de Justiça.

O FBI atualmente abriga quase 35.000 funcionários, dando a conhecer que a violação coletou informações de mais da metade dos funcionários da agência. Em um relatório do Motherboard anterior à publicação, alguns dos números aleatórios de dados que “logo seriam vazados”, de fato comprovaram coincidir com os nomes de seu proprietários. Os cargos de trabalho encontrados na base de dados eram de oficiais da força tarefa, agentes especiais, analistas de inteligência, contratados, biólogos, técnicos, especialistas em idiomas, entre outros. No mesmo relatórios, alega-se que os dados foram adquiridos depois que a conta de email de um dos funcionários do departamento foi comprometida. Através dela, mais de 200GB em arquivos foram acumulados e uma grande parte deles não foi publicado.

Até o momento dessa postagem, o Departamento de Justiça disse que o hack ainda está sob investigação e que nenhuma informação sensível, como números de seguro social, foi roubada. O porta-voz do departamento, Peter Carr disse, “O departamento está verificando o acesso não autorizado a um sistema operado por um de seus componentes contendo informações de contato do funcionário. Esse acesso não autorizado ainda está sendo investigado; porém, não há indicações até agora de que tenha havido qualquer violação de informações sensíveis pessoalmente identificáveis. O departamento leva isso muito a sério e constantemente está implementando medidas defensivas e de proteção para salvaguardar informações. Qualquer atividade considerada criminosa por natureza será encaminhada para ser investigada para aplicação da lei.”

Foi em junho do ano passado que outra agência federal, O Gabinete de Gestão de Pessoal relatou ter sido atingido por uma violação em massa que comprometeu informações pessoais de mais de quatro milhões de funcionários federais antigos e atuais. As autoridades legais dos EUA disseram em vários relatórios que uma entidade estrangeira foi responsável por essa intrusão.

Muito interessante foi um tweet separado que expôs um motivo político por trás da violação, ao qual a agência ainda não respondeu. No Twitter, os hackers disseram, “Quando o governo dos EUA perceberá que não vamos parar até que ele corte relações com Israel.”