O Cibercrime na América Latina: Um perigo claro e presente.

Ao longo dos últimos 5 anos houve uma dramática modernização da criminalidade na América Latina. Grupos de atores não-estatais estão migrando para o ambiente online para realizar atividades cibercriminosas, de combate às agências legais e lavagem de dinheiro digital. Muitos desses grupos têm como alvo infraestruturas críticas com o propósito de ativismo e geopolítica.

O relatório recentemente publicado sobre Segurança Cibernética de Infraestruturas Críticas nas Américas destaca o avanço significativo das capacidades assimétricas por esses grupos de atores não-estatais. No relatório, a maioria dos 500 entrevistados enfatizaram o grande aumento na sofisticação dos ataques cibernéticos. O mais preocupante foi o fenômeno ameaçador representado pelo aumento no número de ataques cibernéticos destrutivos, que tinham a intenção de “eliminar ou destruir” sistemas de back-end. Estes ataques “estilo Sony” estão prosperando. Em 2015, existe um perigo claro e presente, que ilustra a evolução dramática das capacidades cibernéticas possuídas por atores de grupos não-estatais na região da América Latina.

As empresas multinacionais que possuem e operam infraestruturas críticas na região devem tomar cuidado. A análise de risco politico tradicional não será mais eficaz na gestão dos riscos decorrentes de direcionar investimentos a países estrangeiros. O cibercrime e o ativismo está experimentando um novo renascer nas Américas. As empresas multinacionais devem adotar uma postura de segurança cibernética a frente, protegendo-se imediatamente.

O relatório completo pode ser acessado clicando aqui.

“Nem todos os exércitos do mundo podem parar uma ideia cujo tempo chegou”. –Victor Hugo