O que os fabricantes de dispositivos inteligentes devem fazer para impulsionar a Revolução da IoT?

De aparelhos para fitness a oculos de realidade virtual e eletrodomésticos conectados, a Internet das Coisas (IoT: Internet Of Things) e os dispositivos inteligentes estão ocupando grande parte da mídia hoje em dia. Mas a realidade, segundo uma pesquisa encomendada pela Trend Micro no começo deste ano, é que a sua adoção ainda está baixa. Podemos esperar que isso mude? Muito provavelmente, sim, ao ficar mais familiar, mostrando que essa proliferação da Internet conectada aos dispositivos inteligentes tem o potencial de tornar nossas vidas mais ricas e mais produtivas.

Mas, as preocupções com segurança e privacidade continuam a ser uma grande barreira para os fabricantes de IoT. Então, que medidas eles podem tomar para afastar essas preocupações e impulsionar a aceitação?

Crescimento dos adeptos

O que mutias pessoas não percebem é que a adoção da IoT não é tão alta quanto os relatos da mídia dão a entender. Juntamente com o Instituto Ponemon, entrevistamos mais de 700 usuários pessoais dos EUA para compilar nosso estudo, Privacidade e segurança em uma Vida Conectada (em inglês). Ele descobriu que 95% deles “não tem planos” para usar o Gloogle Glass e 94% não tem planos para usar sistemas de segurança inteligentes em suas casas. O número foi similarmente alto quando se tratava de termostatos domésticos inteligentes (91%), medidores de fitness e eletrodomésticos de cozinha conectados (83%).

Porém, acreditamos que não vai continuar assim por muito tempo. Um estudo recente, com 2000 consumidores dos EUA realizado pelo grupo de marketing digital Acquity Group, descobriu que essa adoção de tecnologia de IoT é “inevitável”, com novos casos de uso atraentes de B2B e B2C surgindo. O estudo afirma que quase dois terços dos consumidores planejam comprar um dispositivo para casa conectado nos próximos cinco anos e propriedade de tecnologias usáveis dobrará até o próximo ano, chegando a uma taxa de adoção de 28%.

Barreiras à aceitação

Grandes barreiras que persistem continuam a combater a aceitação da IoT. Preocupações com a privacidade foram expressas por quase um quarto (23%) dos consumidores quando se falou de dispositivos da IoT e um pouco menos (19%) em relação à tecnologia usável, de acordo com o Acquity Group. A maioria dos consultados pela Trend Micro (54%) declarou não ter certeza (15%) ou não acreditar (39%) que os benefícios da IoT superem suas preocupações com a privacidade e segurança.

Parte da incerteza vem da falta de comunicação entre os fornecedores dos dispositivos inteligentes, sobre como, onde e por quanto tempo os dados do consumidor são usados, deixando os que responderam confusos e preocupados. Mas também há um medo real de que as falhas de segurança nos próprios dispositivos e nos ecossistemas criados em torno deles causem um mal funcionamento ou permita aos hackers subverter os sistemas. Com a IoT assumindo um papel central cada vez maior em nossas vidas tais preocupações apenas crescerão.

Hora de agir

Segundo o Acquity Group, incentivar os consumidores com “cupons de informações úteis” os tornarão mais abertos ao compartilhamento de dados com outras pessoas. Mas, de acordo com nossa pesquisa, os consumidores estão mais preocupados com a segurança da IoT (75%) do que com a privacidade.

Então, o que os fabricantes de IoT podem fazer para melhorar a segurança e diminuir as preocupações com a privacidade?

  • Seguir um princípio de “segurança desde o projeto” – construindo defesas desde o começo ao invés de corrigi-las depois que um produto foi projetado;
  • Minimize a quantidade de dados coletados e limite a duração de seu armazenamento para diminuir os risco de uma violação prejudicial;
  • Crie uma abordagem de segurança em camadas em relação à defesa cibernética, desde os endpoints até a detecção avançada de ameaças avançadas na rede;
  • Garanta que os funcionários sejam bem treinados e entendam a importância da segurança cibernética;
  • Mantenha os contratados e o pessoal terceirizado dentro do mesmo alto padrão de segurança dos funcionários internos;
  • Imponha controles de acesso restritos no sentido de “privilégio mínimo”
  • Forneça patches de segurança para os dispositivos assim que problemas graves se tornarem conhecidos.